
Sabe, não preciso de grandes momentos para fazer de tudo um grande momento.
Uma conversa versa com um olhar, que, se sorri, ri pedindo abraço.
Olhe, meu bem, o compasso de tudo...
Assim, leve e impreciso. Solto, beirando ao Deus-dará. Sem pressa, sem medo de errar.
Foi assim, sem mais nem menos. Um pouco mais, um pouco menos. Com peculiaridades e gestos simples, que, se vistos com olhos de quem não apenas olha, desvendam aspectos incríveis. Até então, impercebíveis.
Você foi desdobrando-se em um papel que eu não poderia imaginar ser possível em ti. Um alguém muito além de toda a pose. De toda a segurança inabalável que aparenta ter. Um alguém humano, que diz "eu amo" sem se importar com o que sente o outro lado.
Diz eu te amo porque ama. Ama sendo loucamente amado. Ama sem ser amado. Mas ama e isso basta ao coração.
São nesses olhos que eu vejo um vislumbre de felicidade. Ela vem chegando e você mal se deu conta disso. Vem sorrateira. Brincando. Rindo dos contra-tempos que você viveu, dizendo baixinho “tenha calma”.
As marcas do que passou vão além do que se possa ver e, até mesmo, além do que você possa entender. Mas olhe, querido, não é o momento de se perguntar quem, porquê, como, quando e onde, deixe isso comigo, eu o farei em meus rabiscos e ensaios de jornalismo.
É simples. Nem sempre tem que fazer um sentido explícito. Deixo tudo assim.. por entender, por ser entendido (ou não). É nesse encontro que eu te encontro. Ali quando o ponteiro do relógio quase se despede. Na fração de segundo que você deixa de impor para por em vida, toda a vida.
Um comentário:
Eu só tenho uma coisa a dizer, é impressionante o que o amor faz com as pessoas.
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