domingo, 10 de maio de 2009

Tempo


Já não te vejo mais.
Nem com os mesmos olhos que um dia tanto souberam te entender.
Nem com o mesmo coração que um dia tanto te quis.
Já não te sinto por perto. Você fez questão de por os tantos mil quilômetros que nos distanciam em questão.
As palavras e promessas se perderam no tempo e o nosso tempo começa agora.
O tempo que vamos dar um do outro, afim de trazer de volta a amizade em sua manifestação mais pura e ingênua.
O nosso tempo juntos, onde éramos mais do que os outros podiam ver, acabou.
Acabou com a mesma efemeridade que começou. Com o mais intenso sentimento que possa existir.
Hoje voltamos a ser o que eles sempre acharam que fossemos. Ou tentaremos voltar a ser.
Difícil depois de tudo o que houve.
Tudo e tanto.
Com amor e pranto.
Bom não te ver, amor. Quem sabe assim o tempo se esqueça de nós dois. Ou eu esqueça de ti.
De ti amor, pois de ti amigo, jamais.
Se é de seu agrado saber se tanto quero assim, não. Esse comportamento tão racional não é tão inerente a mim.
Sou mais coração, não se lembra?
Com choro e vela e com as coisas mais belas. Com todo aquele tom melodramático que sempre fiz para as minhas frustradas histórias de amor.
Mas não me estranhe agora, é preciso que seja assim.
Quem sabe não é dessa forma que tudo deva ser. Assim como sempre foi.
Não, não são palavras minhas. Percebe como soam estranhas partindo de mim?
Mas é disso que me alimento para tentar não pensar no que se passou. Nos dias e noites. Perto e longe.

E agora é cada um.. cada um.. (?)

Um comentário:

interlocutor disse...

tempo que não passa...